Arquivos do mês dezembro 2010

2003 foi um ano bom

joão baldi jr. Comentários

E 2010 foi um ano excelente. Ainda que 2009 tenha sido um ano muito bom e 2007 não tenha sido um ano ruim (mas você, 2008, você foi uma droga, sério. e sabe os momentos em que eu parecia feliz, ali no finalzinho? eu estava fingindo), 2010 bateu todo e qualquer padrão de awesomeness que eu pudesse ter estabelecido, seja em termos de diversão, oportunidades, trabalho, dinheiro, satisfação pessoal, festas com modelos, ingestão de costelinhas de porco no barbecue ou qualquer um desses padrões que realmente definem o quão legais são as nossas vidas.

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Minha pequena lista de grandes feitos de 2010

joão baldi jr. Comentários

Ler todos os livros que eu comprei: Sabendo que o “só vou comprar mais livros depois que terminar de ler esses aqui” é o “começo a dieta na segunda-feira” do mundo nerd, é uma imensa satisfação dizer que não, não tenho mais uns 70 livros, vários deles ainda lacrados no plástico, entulhando meu quarto e tornando praticamente intransitável o local. Também é um orgulho dizer que não, não deixei que a internet e o vídeo-game tomassem o tempo que eu dedicava à leitura, gerando um nível bizarro de acúmulo de obras e, é claro, não comprei mais nenhum livro nesse período, nem mesmo aquelas coletâneas de Peanuts, aquelas HQ’s todas na Comicon ou essa coleçãozinha nova do Ítalo Calvino. Assim como, é claro, não estou neste momento comprando a coleção completa da Torre Negra pra deixar no meu quarto mais 5 mil páginas não lidas.

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Top 7 – Grandes momentos do Just Wrapped em 2010

joão baldi jr. Comentários

E então é Natal. Mas ao invés de perguntar o que você fez e te dar aquele momento desconfortável de retrospectiva do ano, lembrando das aulas que você matou na academia, seu namoro que acabou e seu bicho de estimação (um furão cego) que morreu após tentar nadar na privada, resolvi listar aqui os 7 grandes momentos do Just Wrapped em 2010, tomando como referência os textos mais acessados pelos nossos sensatos e sempre criteriosos leitores. Aproveitem então essa bela viagem pelo que este blog teve de mais emocionante, épico e até mesmo fofo no ano neste ano que passou, com um forte abraço a todos os envolvidos. Vem comigo!

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Pequenos trechos de um conto de Natal

joão baldi jr. Comentários

“Era uma manhã nevada no norte do Maine quando Joe chegou com Maggie até a soleira da casa dos pais para passar o Natal. O vento forte havia castigado o casal na pequena distância entre o carro e a porta, e esses haviam sido os únicos momentos da viagem nos quais Joe não estava sorrindo. Ele queria que Maggie se sentisse o mais querida possível, que sentisse que a família dele era um pouco dela, que ali ela poderia estar em casa. O fato do Tio Oswald estar tentando colocar o pênis dentro do tanque de combustível do carro não parecia estar ajudando.”

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Breves sensações instigantes que uma pessoa que não bebe nunca vai ter #1, #2 e #3

joão baldi jr. Comentários

A sinceridade de bêbado: Imagine um mundo onde não existe mentira. Sim, amigo, um mundo sem disfarces, um mundo sem sutilezas, um mundo sem reações estudadas, respostas planejadas e pessoas dissimuladas, ainda que com chão deslizante e maçanetas que se mexem. Parece surreal? Parece distante? Bem, pois saiba que toda essa magia está a apenas 2 ou 8 doses de vodka de você, dependendo apenas da sua resistência pessoal, de você estar ou não de estômago vazio e do quanto você quer mesmo chegar consciente no trabalho amanhã.

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Problemas práticos do romantismo teórico – XV

joão baldi jr. Comentários

Ainda nos tempos do colégio eu e um amigo tínhamos a chamada “Teoria da ex-namorada”. Ela consistia numa crença de que a sua futura namorada seria, de uma certa forma, escolhida pela sua ex-namorada, já que o perfil de garota que você buscaria num novo relacionamento seria claramente influenciado pelo perfil de garota com quem você se relacionou anteriormente, numa relação de causa e efeito que poderia ser retomada até o seu primeiro beijo e faria com que Viviane, aquela inocente menina de nove anos que morava na casa ao lado fosse responsável por esse seu relacionamento doentio com Lucinha, essa nada inocente garota de 27 anos que dorme com o cara que mora na casa ao lado e nem disfarça, essa vaca.

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De colete ou sem camisa? – Uma análise dos arquétipos junguianos dos peladeiros de meio de semana (Parte 1)

joão baldi jr. Comentários

O fanfarrão: Um dos tipos de peladeiros mais facilmente reconhecíveis, o fanfarrão quase sempre alia uma imensa preocupação estética pessoal (chuteira colorida, gola levantada, camisa oficial do Real Madrid autografada pra jogar gol a gol com o sobrinho no quintal de casa) a uma visão distorcida do esporte, que analisa o futebol como um esporte individual e não coletivo, e considera que o único resultado importante é o número de gols (ou em certos casos, dribles) que ele faz. Tendo como seu habitat natural o setor ofensivo, só volta até a defesa para reclamar ostensivamente de alguém ou para perder a bola tentando driblar de forma desnecessária.

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Publieditorial #13: Um apelo pessoal

joão baldi jr. Comentários

Devido a alguns problemas de comunicação com a editora, parece que tem sido bem complicado obter cópias dos dois volumes das coletâneas de contos das quais eu participei e que saíram pela Belacop no decorrer deste ano (e eu fico muito grato mesmo aos que tentaram). Então, ainda que eu sinceramente ache que poderia ser mais interessante manter um baixo número de exemplares no mercado para que o livro algum dia se torne cult, tomei a atitude de conseguir mais algumas cópias para que eu mesmo possa realizar a venda direta, na base da amizade e da parceria, sem abuso, sem abuso, como diria Leandro Lehart.

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3 linhas de pensamento para parar de pensar nela

joão baldi jr. Comentários

Ela já está com alguém: Uma boa forma de tirar alguma coisa da cabeça é colocar algum tipo de forte e pesado entrave moral e prático a questão, e (ainda que isso não seja lá muito relevante pra algumas pessoas) saber (imaginar/supor) que ela tem um marido/parceiro/namorado/caso/ficante/peguete é sempre uma boa forma de impedir que sua cabeça continue trabalhando na questão. Afinal, se ela já está com alguém e não faz parte de nenhuma dessas religiões divertidonas em que todo mundo pode ter vários parceiros (eu vi aquele seriado Big Love e fiquei com isso na cabeça) ela está automaticamente off-limits e você deve deixar esse tipo de pensamento de lado. Fora que se ela usa o termo “peguete” pra descrever o cara com quem fica ela provavelmente não traria nada de positivo pra sua vida mesmo.

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Diferença #7908 entre homens e mulheres

joão baldi jr. Comentários

Cena 1

Restaurante pequeno. 5 mulheres numa mesa. Hora do almoço. Uma delas começa a falar.

“Ele não me liga desde quinta, sabia?”

“Ah, deve ter acontecido alguma coisa…”

“É, claro, deve ter acontecido alguma coisa. Trabalho, não sei…”

“Pode ter perdido o celular…”

“Perdido o seu número”

“Seu celular não está fora de área? Ele não viajou?”

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