
Michael Jackson – Billie Jean : Primeira música a também poder ser usada como argumento da defesa em um processo de pensão alimentícia, Billie Jean é uma daquelas canções que representam bem o espírito de malandragem marota da música oitentista, com a história de um cara que, ok, admite que praticou o esporte bretão com a garota, mas nega veementemente a paternidade daquela criança. Afinal, o bebê é negro, como poderia ser filho do Michael Jackson? Destaque para o vídeo-clipe, que é sensacional, mas não faz absolutamente merda de sentido nenhum.
Divinyls – I touch myself : Bem, se eu não entendi alguma coisa errado ou tenho uma mente muito suja, essa é uma música sobre masturbação, o que, por si só, já a coloca totalmente alinhada com o conceito oitentista do “do it yourself malandrão”, que ia desde o Charles Bronson fazendo justiça com as próprias mãos (ok, em outro sentido, mas com as próprias mãos) até o movimento punk e a explosão dos vídeos pornôs, além de comprovar que “Sometimes you can’t make it on your own”, a música que Bono compôs aos 16 anos, quando teve os dois braços engessados, não era um caso isolado de abordagem do assunto.
Continua…